sábado, dezembro 06, 2008

Poema já antigo...

A minha janela dá para uns telhados
tristes de uma qualquer rua triste.
Mas sobre eles,
em estando o tempo agreste,
gaivotas vêm pairar,
desenhando onduladamente os teus cabelos em doces trajectórias marítimas.

Disse-to um dia: não sei viver numa cidade sem mar.