Poema já antigo...
A minha janela dá para uns telhadostristes de uma qualquer rua triste.
Mas sobre eles,
em estando o tempo agreste,
gaivotas vêm pairar,
desenhando onduladamente os teus cabelos em doces trajectórias marítimas.
Disse-to um dia: não sei viver numa cidade sem mar.
